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Como a economia brasileira dá sinais de forte aquecimento, ela previu que o mínimo, no seu eventual governo, "terá reajustes expressivos".

A candidata presidencial Dilma Rousseff (PT) afirmou que vai manter, caso eleita, a política de aumentos reais do salário mínimo do atual governo, baseada numa fórmula que combina índice de inflação com a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Como a economia brasileira dá sinais de forte aquecimento, ela previu que o mínimo, no seu eventual governo, "terá reajustes expressivos", sobretudo a partir de 2012. Para 2011, ela prevê aumento real, mas possivelmente afetado pelo efeito da crise que assolou o mundo até 2009.

A candidata petista explicou que a fórmula de reajuste do salário mínimo que o governo Luiz Inácio Lula da Silva negociou com as centrais esgota-se em dezembro próximo e por isso terá de ser negociado um novo critério para valer até 2014. "Nós queremos retomar essa mesma negociação", defendeu Dilma, em entrevista coletiva realizada em Brasília. "É um critério e como tal não pode mudar de acordo com as circunstâncias", deixou claro.

Otimista, Dilma prometeu também erradicar antes de 2016 a pobreza extrema no Brasil, encurtando em um ou dois anos a meta estipulada pelo governo Lula, com políticas de transferência de renda. "O esforço do meu governo será o de colocar a meta ambiciosa de antecipar o prazo de extinção da pobreza extrema no Brasil", afirmou. 

"Quando falam que o Brasil será um país desenvolvido, a quinta ou terceira economia do mundo, isso não interessa, pois a maior variável para explicar o desenvolvimento, no nosso programa, é a erradicação da miséria", enfatizou.

Pesquisa

Dilma informou que na quarta-feira será divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela teme que a redução da pobreza a ser anunciada não seja tão expressiva quanto nos anteriores. 

Até 2008, segundo ela, o governo Lula tirou 24,1 milhões de brasileiros da situação de pobreza extrema, das quais 17,8 milhões, mais que a população do Chile, ganhavam até um quarto do salário mínimo. "Nós conseguimos resgatar os mais pobres, não só os que estavam quase saindo, o que é mais difícil." Ela disse que outra variante para melhorar a situação econômica dos brasileiros, no seu programa de governo, será dedicada à criação de empregos.

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