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notícias/Mundo
RSSJustiça francesa proíbe publicação ou revenda de fotos do topless de Kate Middleton
A brigada de repressão do crime contra a pessoa de Paris vai investigar a publicação das fotos de Catherine.
Paris - A justiça francesa proibiu nesta terça-feira qualquer nova publicação ou revenda das fotos da duquesa Catherine de topless, publicadas na sexta-feira passada pela revista Closer.
O tribunal de Nanterre, nas proximidades de Paris, proibiu a editora Mondadori de "ceder ou difundir por qualquer meio, em qualquer suporte", incluindo a internet, as fotos publicadas com exclusividade pela Closer do príncipe William e de sua esposa tomando sol no terraço de uma mansão durante as férias no sul da França.
A corte também determinou que a Closer entregue todos os arquivos das fotos em seu poder a representantes do casal real nas próximas 24 horas, sob risco de uma multa de 10.000 euros (13.000 dólares) por cada dia de atraso.
Nesta audiência, que foi realizada ante inúmeros jornalistas franceses e estrangeiros, o advogado, que representa o casal britânico, Aurélien Hamelle, pediu que a revista fosse proibida de publicar novamente a edição colocada à venda na sexta-feira.
A decisão da justiça foi anunciada após a audiência de segunda-feira para examinar a demanda civil apresentada por William e Catherine por "violação de privacidade".
As fotos publicadas pela Closer - que foi lançada em 2005 pela filial francesa do grupo britânico Emap, comprado mais tarde pelo italiano Mondadori - ainda circulam na internet. A revista italiana Chi publicou as imagens na segunda-feira.
O jornal irlandês Daily Star também reproduziu no sábado as fotografias da esposa do príncipe William de topless.
Nenhum meio de comunicação britânico publicou as imagens. Seus editores foram suspensos na noite de segunda-feira.
Além disso, uma investigação preliminar foi aberta nesta terça-feira na França após a ação apresentada na segunda-feira à justiça penal pelo príncipe William da Inglaterra e sua esposa Catherine por atentado a sua vida privada.
Já o processo penal apresentado pelo casal real e anunciado no domingo pelos serviços do príncipe levará mais tempo para ser decidido, já que implica um pedido por danos e prejuízos.
O duque e a duquesa de Cambridge desejam que sejam processados o fotógrafo ou fotógrafos que, com uma teleobjetiva, tiraram suas fotos durante férias em uma propriedade privada do sul da França.
Mas, segundo Richard Malia, especialista em direito da imprensa, neste tipo de processo "quase nunca se condena os paparazzi, pois não se sabe quem são".
Um processo penal neste tipo de caso é muito raro. Trata-se de um delito, pois as fotos foram tiradas dentro de um recinto privado.
"O efeito buscado pelo autor da ação é dissuasivo, mas o efeito perverso é que se fala mais a respeito e isso dá publicidade ao periódico", acrescentou.
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