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notícias/Economia
RSSYamaha mantém suspensão de atividades em Manaus
Mesmo com a flexibilização do Banco Central, Yamaha afirmou que continuará dispensando
Manaus - A fabricante de motos Yamaha confirmou que vai manter o plano de suspensão de linhas de produção e licença remunerada de funcionários, mesmo após o Banco Central (BC) divulgar medidas que beneficiam o segmento. Na última sexta-feira, a autoridade monetária divulgou a diminuição na alíquota dos depósitos compulsórios a vista e a prazo, beneficiando a concessão de financiamentos de motocicletas.
Em nota, a Yamaha explica que ao conceder isenção de depósito compulsório em favor de bancos e financeiras que realizam operações de financiamento de motocicletas, o governo mostra o esforço em buscar soluções para a redução do volume de aprovações, mas afirma que essa medida ainda é tímida e espera que outros esforços sejam implementados. “A medida é positiva, mas é preciso que os bancos públicos ingressem na operação. Outro ponto que já foi solicitado ao Governo e está sob avaliação de seus técnicos é a redução das exigências legais para que os bancos possam contabilizar as perdas com os financiamento de veículos que não foram pagos”, declarou a japonesa.
Para a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a decisão deve auxiliar a retomada da recuperação do segmento de motocicletas, pois, segundo ela, 80% das vendas são destinadas às classes C, D e E, que necessitam de uma modalidade de parcelamento para aquisição do veículo. “A Circular 3.609, anunciada pelo BC, deve estimular a flexibilização da oferta de crédito e a abertura de linhas especiais, favorecendo as condições de parcelamento para o consumidor final”, salientou a Abraciclo.
Na outra ponta do setor, na venda ao consumidor final, as expectativas são boas. De acordo com o gerente-geral da Braga Motos, Hector Duran, ainda é cedo para projetar aumento nas vendas por causa da medida, mas em termos de aprovação de cadastros, ele declarou que se chegar a uma proporção de cinco a cada dez propostas, o efeito positivo será grande no setor. De acordo com Duran, atualmente, de cada dez propostas de financiamento, os bancos aprovam duas. Ele ressaltou que a medida na prática não traz nenhum abatimento no valor para o cliente final.
A medida do BC se junta ao desconto de 50% na Taxa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para fabricantes e componentistas e ao desconto de 25% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da conta de luz, oferecido pelo Estado.
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