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RSSSudam injetou R$ 1,8 bilhão em projetos para o Polo Industrial de Manaus
Destaque foi para a Cruiser Marine que vai produzir embarcações de fibra de vidro.
Manaus - A Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) aprovou, na sexta-feira (27), 54 projetos para 22 empresas beneficiadas com redução de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) no Amazonas. Ao longo de 2011, a Sudam concedeu incentivos fiscais a 89 projetos que totalizaram um volume de R$ 1,8 bilhão em renúncia. Em 2010, esse volume chegou a R$ 1,4 bilhão.
Esses recursos serão investidos no Amazonas para a implantação e diversificação do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Para a Amazônia Legal, que inclui todos os Estados da Região Norte mais Mato Grosso e Maranhão, foram aprovados 151 projetos que somam investimentos totais de R$ 3,2 bilhões. Em 2010, o montante de benefícios para a Amazônia Legal foi de R$ 2,9 bilhões.
Os benefícios concedidos pela Sudam correspondem a 75% de isenção no IRPJ e o reinvestimento dos 25% restantes na compra de máquinas e equipamentos.
Segundo o superintendente da Sudam, Djalma Mello, o montante de benefícios retorna ao Estado na forma de investimentos, renda e geração de empregos.
Entre os 54 projetos destaca-se o da Cruiser Marine para a implantação de uma fábrica de embarcações de fibra de vidro que deve produzir cerca de 30 embarcações ao ano.
Segundo a assessoria de comunicação da Sudam, a fábrica vai gerar 55 empregos diretos e a renúncia do governo federal será de R$ 7,16 milhões no período de dez anos (2012 a 2021).
Concurso público
O superintendente afirmou que aguarda a aprovação do pedido da Sudam para a realização de concurso público pelo Ministério da Integração Nacional. Ainda não há previsão de realização, porém o superintendente espera que o quadro atual de 159 pessoas lotadas na sede em Belém (PA) passe para 350 funcionários. “Por ser um órgão de desenvolvimento, o ideal é que sejam 70% de candidatos de nível Superior e 30% de nível Médio”, afirma Mello.
Entre as funções mais demandadas, o superintendente destacou a de economista, engenheiro e jornalista. Atualmente, são cinco engenheiros para fiscalizar as obras e seriam necessários pelo menos 30, segundo Mello.
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