quarta 16 abril 2014 . 14:57 . Atualizado às 14:34

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O preço médio das mensalidades das faculdades privadas no País sofrerá um reajuste de 7,5%, segundo o documento Análise Setorial do Ensino Superior Privado

[ i ] Análise da consultoria Hoper Educação mostra que reajuste médio será de 7,5% Foto: Jair Araújo Análise da consultoria Hoper Educação mostra que reajuste médio será de 7,5%

Manaus - Mensalidades dos cursos de graduação em Manaus sofrerão aumento entre 7% e 20%. Inflação e investimentos são algumas das justificativas para os reajustes. Outras instituições da capital não deverão alterar os valores na passagem de 2012 para 2013.

No Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), as mensalidades do curso de Direito vão passar de R$ 1.050 para R$ 1.125, apresentando um aumento de 7,14%. Já as oito demais graduações, como Administração, Ciências da Computação e Turismo, sofrerão um incremento de 7,26% ao saírem de R$ 620 para R$ 665.

Já na Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), os preços dos cursos vão ter um aumento de 7%, conforme a inflação, segundo o diretor acadêmico da instituição, Rodrigo Silva.

Entretanto, os alunos que ingressarem na Fucapi em 2013 encontrarão cursos mais caros que os deste ano. A diferença de valores será de até 20,5%, como no caso das engenharias de Telecomunicações e Computação, cujas mensalidades valem, atualmente, R$ 780, e serão de R$ 940 para as turmas do próximo ano.

“Esse reajuste é porque atualizamos a grade acadêmica, passando a duração do cursos de 3.900, para 4.400 horas. Os alunos também encontrarão novos investimentos em infraestrutura”, afirmou Silva. “Mas esses preços são para os alunos que entrarem ano que vem. Os que já estão nessas grades atuais vão ficar com a variação do índice da inflação, de 7%”, explicou.

O preço médio das mensalidades das faculdades privadas no País sofrerá um reajuste de 7,5%, segundo o documento Análise Setorial do Ensino Superior Privado, produzido pela consultoria Hoper Educação.

Entre as principais causas do aumento estão a previsão de crescimento na demanda e uma maior oferta de crédito estudantil. “Valores mais baixos que esses inviabilizariam a sustentabilidade financeira das instituições”, informou o analista da instituição, Alexandre Nonato.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Francisco Assis Mourão Junior, os reajustes estão acima da meta da inflação, que deve fechar o ano entre 4,5 e 6,5%.

“Aumentos assim são abusivos. As pessoas devem procurar os órgãos de defesa do consumidor e ainda outras instituições de ensino para comparar os preços”, sugeriu. “São reajustes assim que aumentam a inflação. As mensalidades aumentam, mas os salários não acompanham esse rendimento”, destacou.

Sem aumento

A Universidade Nilton Lins e a Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro) negaram aumentar os valores das mensalidades dos cursos de graduação para 2013. O Centro Universitário do Norte (Uninorte) informou que o reajuste dos preços ocorre, geralmente, no meio do ano.

O DIÁRIO tentou ouvir a Universidade Paulista (Unip), Marta Falcão e Centro Universitário Luterano de Manaus (Ceulm Ulbra) mas não teve sucesso.

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