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RSSItens de luxo se consolidam no mercado local para atender classe A
Joias, cosméticos, bebidas, eletroeletrônicos, produtos náuticos e móveis importados a preços astronômicos são facilmente vendidos em Manaus e seu tempo de permanência nas vitrines é de curto prazo.
De um pote de creme antirrugas de R$ 1,050 até um ‘mini-iate’ de R$ 9 milhões, os produtos do chamado ‘mercado de luxo’ se consolidam no comércio local, mostrando que a classe A não precisa mais viajar para o exterior quando quer consumir itens mais exclusivos.
Gerente da loja de decoração de alto padrão da cidade, a MS Casa, e representante da marca Artefacto, Arlindo Paiva disse observar que os consumidores da classe A, diferente de alguns anos atrás, conseguem encontrar móveis de luxo na cidade, sem precisar se deslocar para Miami, por exemplo.
“Cerca de 10% dos nossos produtos são importados, o restante é produzido no Brasil, incluindo Manaus. Trabalhamos muito com peças assinadas e únicas, o que atrai bastante esse público, pois ele não quer ir na casa de um amigo e ver que ele possui um mesmo móvel em comum”, analisou Paiva.
Na Artefacto, Paiva destaca que o cliente pode encontrar desde uma almofada simples de linho natural de R$ 365, até uma estante em aço inoxidável polido, de R$ 38 mil. Uma chaise para a sala de estar, verde, é vendida a R$ 12 mil, na loja, enquanto um abajur pendente importado sai por R$ 17,7 mil. “O preço é a última coisa que o nosso cliente verifica. Eles analisam primeiro a necessidade de seu espaço e muitos trazem seus arquitetos junto para comprar”, observou Paiva.
Ainda no setor de decoração, na MS Casa uma mesa para sala de jantar ou ambiente externo em alumínio e vidro preto custa em média R$ 22,4 mil. O objeto mais caro do estabelecimento é um lustre de cristais, avaliado em R$ 47 mil.
Vaidade
O mercado de perfumaria e cosméticos importados também atrai o público mais ‘exigente’. Um dos estabelecimentos mais tradicionais de Manaus, a Top Internacional, que trabalha nesses e outros segmentos, enumerou os seus produtos mais cobiçados. Segundo o gerente de marketing da rede, Aluísio Gonçalves, uma das linhas mais exclusivas da casa é a da marca japonesa Shiseido, denominada Future Solutions, e inclui seis cremes para o rosto com o valor de R$ 3 mil. Dentre os perfumes, os da marca Hermés são consumidos por grupo de pessoas que já foi à loja da marca na França e se encantaram pelos produtos. Em Manaus, um frasco de 200 mililitros do ‘Eau de Pamplemmousse’ sai por R$ 301.
Os apreciadores de uma boa bebida também não se intimidam em adquirir uma garrafa de Don Perignon por R$ 595 ou uma de Ballantine’s por R$ 819.
Joias e náuticos fazem a cabeça dos ‘endinheirados’
Do setor eletroeletrônico, as novidades do mercado de luxo também não faltam. Um visualizador portátil da Sony, para assistir a filmes ficção de científica ao melhor estilo ‘realidade virtual’ é encontrado na loja Hitech por R$ 3,1 mil. Um home theater completo, com TV de 92 polegadas full HD, caixas de som e duas poltronas pode sair ao preço de R$ 25 mil e a loja ainda disponibiliza um arquiteto para projetos personalizados. Uma geladeira da marca Brastemp, linha retrô, de R$ 7,9 mil, é outro item bastante procurado.
As joias também se mostram forte no segmento do mercado de luxo. Na loja ‘Jaqueline Chagas’, no Manauara Shopping, há brincos de diamantes negros por R$ 54 mil, alianças por R$ 69 mil. Um dos itens mais caros da loja é um par de brincos com lapidação em forma de coração, de R$ 400 mil. Itens como esse são guardados a ‘sete chaves’.
Náuticos atraem
Na importadora Jet Tech, o grande carro-chefe são os jet skis. O mais vendido é o da marca Sea Doo, de R$ 67,3 mil. Lanchas de médio porte, como a Sea Ray, de R$ 9 milhões e a Mercedes SLS, de R$ 870 mil incrementam o portfólio milionário do estabelecimento. “No que diz respeito aos carros e lanchas de maior porte, eles demoram mais para serem vendidos, em torno de seis a oito meses, pelo seu alto valor agregado. Os jet skis e lanchas de menor porte já são mais facilmente vendidos e não duram muito nos nossos estoques, ficando cerca de um a três meses”, disse o gerente de importação, Arnaldo Costa.
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