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Cenário é reflexo da expansão do crédito motivada pelo governo para aquecer a economia em 2011

[ i ] CDL-Manaus aponta que 25% dos endividados ficaram com cadastro sujo ao emprestar o nome para parentes ou amigos Foto:Paula Pessoa CDL-Manaus aponta que 25% dos endividados ficaram com cadastro sujo ao emprestar o nome para parentes ou amigos

Manaus - Buscando colocar a vida financeira em ordem, mais de 219 mil amazonenses ‘arregaçaram as mangas’, procuraram acordos e conseguiram sair do vermelho no primeiro semestre do ano. Mesmo com um número expressivo de consumidores que se preocuparam em fazer as pazes com o bolso, uma média de 40 mil é incluída todos os meses na lista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Motivados ou não pela restrição de crédito, grande parte dos consumidores só descobre que está com o ‘nome sujo’ quando chegam na boca do caixa prestes a fazer uma nova compra. Foi o que aconteceu com a chefe de Recursos Humanos Ana Raquel de Carvalho. Durante a consulta de crédito para a compra de um apartamento, a construtora detectou um débito no nome de Ana.

Eram duas pendências. Uma delas resultante de uma conta de celular atrasada desde 2010. A consumidora foi comunicada pela operadora de que tinha um débito, mas por falta de recurso não quitou a dívida que acabou passando dos R$ 700. A outra pendência veio da compra de uma televisão onde Raquel só pagou a entrada de R$ 300 de um total de R$ 1.500.

Ao verificar as pendências, Ana Raquel entrou em contato tanto com a operadora, quanto com a loja varejista para tentar um acordo. Nos dois casos, ela conta que as empresas facilitaram o pagamento. A empresa de telefonia deu desconto nos juros o que fez a dívida reduzir para R$ 480 pagos a vista. Ana foi informada de que o nome estaria limpo em cinco dias úteis e ao consultar viu que estava tudo correto. No caso da televisão, a cliente foi até o escritório da empresa negociar a melhor forma de quitar o débito. Depois de propostas e contrapropostas, a consumidora parcelou a dívida em quatro vezes de R$ 300. “No pagamento da primeira parcela, já tiraram meu nome do Serasa, além de abrirem meu crédito”, disse.

Para o economista do Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, o consumidor que vai até o serviço de orientação para buscar saber se o nome consta como credor, já indica que não abandonou a situação financeira. O economista salienta que a experiência com o crédito ainda é nova para o brasileiro e que por conta disso o nível de endividamento cresceu acima do que o consumidor podia pagar. Almeida alerta que buscar a negociação é a melhor forma de limpar o nome, aproveitando as taxas baixas.

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