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Cerca de 100 professores estiveram presentes na reunião de hoje, que confirmou a manutenção da greve da categoria, que dura mais de dois meses.

[ i ] Manutenção da greve foi decidida por todos os professores presentes à assembleia Foto: Divulgação / Adua Manutenção da greve foi decidida por todos os professores presentes à assembleia

Manaus - A greve das Universidades Federais completou dois meses na última terça-feira, 17, e, em assembleia na tarde desta quinta-feira, os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) optaram por manter a paralisação.  Com a decisão unânime, eles rejeitam a proposta do Governo Federal, que era de um aumento total de 45%.

Antônio Neto, presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) e coordenador do Comando Local de Greve (CLG), disse que as pessoas precisam tomar mais cuidado para tirar uma conclusão. “O governo propôs um aumento de 45%, mas é preciso desmitificar essa porcentagem. Olhando assim, pode até parecer uma boa proposta. Acontece que esses aumentos não são para agora e não serão dados de uma só vez. Serão concedidos em 3 parcelas, a primeira no meio de 2013, a segunda no meio de 2014 e a última, no meio de 2015”, afirmou Neto, justificando a decisão da assembleia.

Cerca de 100 professores estiveram presentes na reunião de hoje, realizada no auditório Paulo Burhein, na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEF), no setor Sul do Campus Universitário.

Para José Alcimar de Oliveira, primeiro secretário da Associação dos Docentes da Ufam, o que o governo está propondo é um desajuste salarial. “A opinião pública vê isso e pensa: que trabalhador não quer um aumento desses? Contudo, somando a inflação de 2010, com a de 2011 e com a previsão oficial de inflação para os próximos três anos (números do próprio governo), temos um total de 35,5%. Ou seja, para a maioria dos professores, o reajuste não cobre sequer as perdas com a inflação. As únicas classes que teriam aumento real de salário seriam os titulares e os associados, que receberiam uma aumento real de cerca de 9,5%”, disse. A Ufam conta com apenas 21 professores titulares, ou seja, 1% do total dos servidores.

 Mobilização

Na avaliação do professor Marcelo Seráfico, professor de ciências sociais da Ufam, a greve entra agora num outro momento, que é dar sequência à mobilização. “São 2 meses em greve e essa é apenas a primeira pro proposta vinda do governo. A greve deve continuar com muita força. Nossa preocupação fundamental é com a carreira e não o salário. Qual o doutor que será atraído para universidade tendo um vencimento básico de R$2.500?”, concluiu o professor.

A resposta da categoria será apresentada na próxima segunda-feira (23) ao governo federal.

 

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