domingo 20 abril 2014 . 22:57 . Atualizado às 22:00

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Ajudante de pedreiro foi morto com um tiro na cabeça dentro de casa, mas policiais alegam que disparo foi acidental

[ i ] Versão Irmão da vítima diz que PMs procuravam drogas e dinheiro Foto: Ronaldo Menezes Versão Irmão da vítima diz que PMs procuravam drogas e dinheiro

ManausO ajudante de pedreiro Edivaldo Lobato da Silva, 22, foi morto com um tiro na cabeça, durante a madrugada desta quarta-feira (3). Segundo a família, o disparo foi efetuado por policiais da 28ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que invadiram a casa dele, na Rua Beira Rio, no Colônia Antônio Aleixo, zona leste, à procura de drogas. A polícia afirma que o tiro foi acidental. Os nomes dos PMs não foram divulgados.

Conforme o irmão de Edivaldo, Manoel Lobato, 20, três PMs participaram da ação, mas apenas dois invadiram a casa. Manoel disse que os policiais procuravam droga e pediam dinheiro.

“Eles me algemaram, tentaram arrancar meu dente com alicate e ainda chutaram minha costas”, comentou, afirmando que era somente usuário de entorpecente.

Ainda segundo Manoel, enquanto era torturado por um dos policiais, o outro ameaçava Edivaldo com a arma. “O policial puxou a arma e atirou na cabeça do meu irmão, na minha frente. Depois foram embora e, em seguida, voltaram, retiraram as algemas, recolheram as cápsula e fugiram”, disse.

A ex-companheira de Edivaldo, Leide Laura de Araújo, 34, disse que tudo começou depois que o irmão mais novo da vítima, um adolescente de 17 anos, foi detido pelos policiais por suspeita de estar com droga. Em seguida, ele foi liberado e os policiais foram na casa onde os outros dois estavam.

O chefe da administração da 28ª Cicom, tenente Délio Corrêa, confirmou o envolvimento dos três soldados no homicídio. Ele reafirmou que a ocorrência começou após o adolescente ter sido detido, mas disse que os policiais encontraram duas trouxinhas de pasta-base de cocaína. “Ele indicou à guarnição onde havia conseguido a droga e os policias foram até o local”, comentou.

Segundo o tenente, Edivaldo autorizou a entrada de dois soldados que, durante a revista no imóvel, encontraram seis trouxinhas de pasta-base de cocaína. “Quando os policiais foram algemar o irmão (Manoel), a vítima travou luta corporal com o policial e a arma acabou disparando acidentalmente”, afirmou o tenente.

Procedimentos

O tenente Délio afirmou que os soldados cometeram uma sequência de erros. Ele explicou que o adolescente não deveria ter sido liberado e que, por falta de experiência, os PMs se precipitaram na abordagem.

O trio se apresentou espontaneamente no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) onde foram autuados por homicídio.

Conforme o tenente, eles vão responder tanto a procedimentos junto à Polícia Civil quanto a processo administrativo. O tenete garantiu que os PMs já foram afastados das ruas e prestarão serviço na esfera administrativa da Polícia Militar.

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