domingo 20 abril 2014 . 11:51 . Atualizado às 11:00

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Um grupo de 40 pessoas ficou revoltado com uma pane no veículo e começou a atirar pedras em todas as janelas.

[ i ] Passageiros sofrem com constantes panes nos coletivos. Foto: Carlos Eduardo Matos Passageiros sofrem com constantes panes nos coletivos.

Manaus - Um grupo de pelo menos 40 pessoas atirou pedras em um ônibus da linha 678 (Ponta Negra), na manhã de ontem, destruindo todos os vidros do veículo. O vandalismo foi uma forma de protesto devido às constantes panes mecânicas dos carros da linha.

O motorista Pedro Nogueira Almeida, 46, foi ameaçado de morte pelos passageiros e a cobradora Maria Valéria Silva, 29, quase foi atingida com uma pedrada. Ninguém ficou ferido.

O ato de vandalismo aconteceu por volta das 7h30, durante o horário de pico no trânsito, na Alameda Cosme Ferreira, no bairro Coroado, zona leste, ao lado da Mini Vila Olímpica. Bastante assustado, Pedro contou que após pegar alguns passageiros no ponto de ônibus, o veículo estancou. Após girar a ignição três vezes, sem sucesso, um grupo de passageiros, que estava dentro do coletivo, começou a gritar e incentivar as pessoas a atirarem pedras.

“As pessoas foram saindo do ônibus e um deles me tirou da cabine. Me ameaçaram de morte várias vezes. Fiquei do lado de fora, assistindo a barbárie”, afirmou.

De acordo com Pedro, as pessoas que atiraram pedras sequer esperavam os outros passageiros descerem do ônibus. “Foi um desespero total. Ninguém da polícia, nem da ManausTrans apareceu aqui durante a confusão. Depois que todas os vidros foram quebrados, todo mundo foi embora”, detalhou o motorista. Ninguém foi preso.

O diretor de operações da empresa Vitória Régia, que integra o consórcio Transmanaus, Bernardo Melo, considerou a depredação do ônibus um ato extremo de vandalismo, sem necessidades. Segundo ele, o ônibus da linha 678 teve uma pane elétrica, que fez com que a ignição não funcionasse. “O carro não ficou no prego. O motorista nem pediu para que as pessoas descessem e esperassem por outro”, argumentou.  O  prejuízo total, segundo Melo, foi de R$ 14.200,00.

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