sábado 19 abril 2014 . 13:25 . Atualizado às 13:16

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O vídeo mostra um aluno e uma aluna fazendo sexo próximo à porta da sala de aula. Seduc vai investigar e punir os responsáveis pela divulgação do vídeo.

[ i ] Delegada recomendou que internautas denunciem o vídeo no próprio YouTube Foto: Jair Araújo / 20/10/2008 Delegada recomendou que internautas denunciem o vídeo no próprio YouTube

Manaus - Um vídeo postado na tarde de hoje no YouTube mostra dois adolescentes fazendo sexo em uma sala do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre. O vídeo foi postado pelo usuário  ‘Babados Manaus’ e contava com mais de 300 visualizações até o início da noite de hoje.

O vídeo mostra um aluno e uma aluna fazendo sexo próximo à porta da sala de aula. Os dois estão fardados e sentados em frente à lousa. A filmagem foi realizada por pessoas que estavam na porta da sala de aula.

A filmagem tem duração de um minuto e é interrompida na hora em que os dois percebem que estão sendo filmados. Ao final do vídeo, uma mensagem é colocada em fundo preto, dizendo que o rapaz é do terceiro ano do ensino médio e a jovem do 9º ano do ensino fundamental.

O diretor da escola, Allan Cardoso, informou que o vídeo foi filmado ontem pela manhã e que, no mesmo dia, ele tomou conhecimento e chamou os responsáveis dos adolescentes para conversar. "Os pais da garota ficaram muito decepcionados e informaram que iriam trocá-la de escola no ano que vem, já que ela está no 9º ano", afirmou o diretor. Segundo ele, não há como punir o adolescente que faz sexo com a garota porque ele já está no terceiro ano e concluiu os estudos.

Segundo ele, o vídeo foi publicado ontem e retirado hoje pela manhã da internet, após denúncias. Hoje o vídeo foi postado novamente, por outro perfil, mas foi retirado pouco antes das 20h de hoje. 

O responsável pela filmagem, segundo o diretor, foi um outro rapaz do terceiro ano, que seria responsável por 'vigiar' a porta para que ninguém interrompesse o ato sexual. "Ele também não tem como ser punido porque já passou de ano", ressaltou o diretor, afirmando que agiu rápido e conversou com todos os pais e, por isso, não fez nenhuma denúncia policial.

Allan Cardoso informou, ainda, que os alunos mostraram bom comportamento ao longo do ano e lamentou o fato ocorrido justamente no penúltimo dia de aula. "Eles aproveitaram que os professores estavam ocupados, lançando as notas e resolvendo outras questões, e praticaram este ato. Mas isso não acontece em nossa escola", garantiu.

Recomendações

A titular responsável pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Linda Gláucia, informou que precisaria ver o vídeo para emitir opiniões sobre este caso específico, mas relatou que os jovens filmados precisam fazer a denúncia junto a Depca para que o caso possa ser investigado.

De acordo com ela, os responsáveis pela filmagem infligiram o artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que criminaliza o ato de “produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente”. A pena para este crime varia de4 a8 anos de reclusão.

A delegada explicou que, após a denúncia ser efetuada, a DPCA realiza um trabalho em conjunto com a Delegacia Interativa para tentar encontrar os responsáveis pela publicação do vídeo. Ela recomendou, ainda, que as pessoas denunciem o vídeo ao próprio site para o que o mesmo seja retirado do ar.

 

 

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