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O atual técnico dos brasileiros foi o artífice dos momentos mais gloriosos da equipe nacional argentina, quando conquistou um vice-campeonato mundial e uma medalha de ouro.

[ i ] Thiago Splitter é uma das estrelas do Brasil confirmadas para o duelo desta terça. Foto: Bulent Kilic/AFP Thiago Splitter é uma das estrelas do Brasil confirmadas para o duelo desta terça.

Istambul - Argentina e Brasil disputam nesta terça-feira em Istambul (15h00 de Brasília) a última vaga para as quartas de final do Mundial de basquete, em um clássico sul-americano disputado na Turquia, no qual o técnico do Brasil, Rubén Magnano, enfrentará seu país natal.

O duelo nos bancos entre Sergio Hernández e o 'maestro' Magnano deverá ser um dos momentos quentes da noite, já que o atual treinador dos brasileiros tem a oportunidade de liquidar a 'Geração de Ouro' que ele mesmo começou a forjar há uma década.

O atual técnico dos brasileiros foi o artífice dos momentos mais gloriosos da equipe nacional argentina, quando conquistou o vice-campeonato mundial em Indianápolis-2002 e o ouro olímpico em Atenas-2004.

Magnano terá pela frente Luis Scola, Pablo Prigioni, Fabricio Oberto e Leo Gutiérrez, alguns dos expoentes da equipe que causou dores de cabeça nos americanos.

"É uma partida que todos gostam de jogar. Jogar contra uma equipe dirigida por Magnano é algo especial, diferente. Ele me comandou muitas vezes. Não posso dizer que gosto de tê-lo pela frente, mas as coisas são assim", ressaltou o pivô Fabricio Oberto, que se recupera de uma gastrenterite.

Para o próprio Magnano, a partida também é complicada e, além das considerações esportivas, admitiu que gostaria de encarar outro rival nas oitavas.

"Não queria ter que enfrentar a Argentina, não por uma questão esportiva, e sim pelas experiências que tive com o grupo no passado", explicou Magnano.

Entre os jogadores, o confronto terá os duelos particulares de estrelas, como os argentinos Scola e Delfino e os brasileiros Leandrinho e Tiago Splitter.

Sobre eles, recai normalmente a responsabilidade ofensiva das principais seleções sul-americanas.

Há oitenta anos, argentinos e brasileiros se cruzam em diferentes competições oficiais, principalmente em campeonatos sul-americanos e o balanço geral é levemente favorável aos brasileiros, com 33 vitórias a 30.

Em Mundiais, os dois arquirrivais se enfrentaram em quatro oportunidades, com três vitórias para os argentinos (1950, 1998 e 2002) e uma para os brasileiros (1967). Na Copa América do ano passado, os brasileiros venceram por 76-67.

A referência mais próxima é um amistoso disputado em meados de agosto em Logroño (Espanha), quando a Argentina venceu um Brasil muito desfalcado por 77-73.

O vencedor do duelo terá como provável adversária nas quartas a Lituânia, grande favorita em seu jogo contra a China, nesta terça-feira.

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