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Entre os motivos estão o valor mais em conta e o apelo ecológico por ser utilizada madeira com selo de manejo florestal.

[ i ] Ateliê deve dar impulso à produção de instrumentos. Foto: Jair Araújo Ateliê deve dar impulso à produção de instrumentos.

Manaus - A venda de instrumentos musicais de corda, feitos com madeira amazônica, cresceu nos últimos cinco anos, de acordo com luthiers de Manaus. Este mês, a produção ganhará impulso com  a inauguração do Ateliê profissional da Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela).

No ateliê instalado no 1º Distrito Industrial de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Amazonas (Dimpe) serão confeccionados 200 instrumentos por mês, entre violões, banjos, cavaquinhos e outros de corda. Nos últimos cinco anos, a média de violões produzidos e vendidos no laboratório dos alunos de lutheria da Oela era de quatro instrumentos por mês.

“Entramos em uma etapa profissional, desenvolvemos técnicas para produzir em escala, mantendo o caráter artesanal, feito à mão”, disse o coordenador da Organização Não Governamental, Rubens Gomes.

Segundo o coordenador, dobrou a procura por instrumentos feitos com madeira amazônica. Entre os motivos estão o valor mais em conta e o apelo ecológico por ser utilizada madeira com selo de manejo florestal. “Os instrumentos feitos por luthier têm uma qualidade e acabamento superior aos produzidos em larga escala, o que interfere no resultado artístico”, disse.

De acordo com Gomes, este tipo de violão produzido com madeira europeia e americana, entre eles o cedro canadense, pinho aberto, maple e outros, custa entre R$ 3 mil e R$ 12 mil. O violão produzido com madeira amazônica, como por exemplo breu vermelho, coração de negro, fica em torno de R$ 1,2 mil e R$ 2,5 mil. “Essas madeira amazônicas  são mais baratas porque não são valorizadas  nas serrarias”, disse.

Em 2005, o luthier e ex-aluno da Oela Edson Ribeiro abriu um dos primeiros ateliês comerciais, o Puro Amazônico. No início, Edson disse que as vendas de produtos eram apenas de marchetaria. Hoje, Edson está vende apenas instrumentos. São quase seis por mês. “Fizemos um trabalho de divulgação dos violões nas escolas de músicas e universidade. Hoje o mercado local é o nosso principal consumidor”, disse.

Além disso, Ribeiro disse que há procura dos músicos internacionais. “Quarenta porcento das vendas são para o mercado exterior, a lutheria amazônica já se consagrou fora do País”, disse.

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