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O bumbá impressionou com boas apresentações do pajé Waldir Santana na arena. Folclore popular do Brasil foi o tema central do espetáculo.

[ i ] Waldir Santana evoluiu mesmo no alto da alegoria Foto: Nathalie Brasil Waldir Santana evoluiu mesmo no alto da alegoria

(Parintins-AM) - Cantando a diversidade do folclore brasileiro, o Caprichoso fechou a primeira noite do 47º Festival Folclórico de Parintins. Com o tema ‘Brasil de todas as cores’, o bumbá azul levou para arena vários personagens da cultura popular brasileira e mostrou que está pronto para brigar pelo título do festival. Na apresentação, mereceram destaque a lenda amazônica e as tribos indígenas, que concorrem ao item de número 17 e 13 respectivamente.

A festa começou com o apresentador, Júnior Paulain, que primeiramente representou o ‘Poeta Popular’, animando a galera. Durante a apresentação, Júnior mudou de roupa outras três vezes. Ele se vestiu de ‘Caboclo Farinheiro’,  ‘Curupira’ e ‘Patativa Assaré’.

Já o levantador de toadas, David Assayag, levou a galera ao delírio ao entrar representando Luiz Gonzaga, ícone da música popular brasileira, pendurado em um guindaste. Durante a apresentação, David cantou a toada tema ‘Viva a Cultura popular’. A mesma toada foi apresentada como toada letra e música.

A Marujada de Guerra, responsável por dar ritmo às toadas, estampou em sua roupa as cores da bandeira do Brasil misturadas aos símbolos de festa junina, bumbá-meu-boi e boi-bumbá. Logo na exaltação folclórica, o boi levou para a arena a sinhazinha da fazenda, Tainá Valente, a porta-estandarte, Jeane Benoliel e o boi-bumbá Caprichoso. Bonecos gigantes representando o homem nordestino, o negro capoeirista e o indígena. Esse último foi o único que veio vazio. O boi veio dentro de uma estrela posicionada a cima do Caprichoso gigante.

Itens

A sinhazinha foi a primeira a surgir para a evolução. Ela veio dentro da sanfona  de um nordestino. No primeiro momento da aparição, ela esteve vestida de Emília, personagem de Monteiro Lobato e evolui para sinhazinha.

Já a porta-estandarte, que foi escolhida uma semana antes do início da festa, surgiu das costas de um índio. Jeane mostrou segurança e gingado com o estandarte, mesmo estando ausente da arena há oito anos.

Perto do fim da apresentação, ela aparentou cansaço, mas não parou e diversas vezes levou a galera ao delírio. A roupa dela representava a aquarela da cultura popular. Um dos pontos altos da galera foi a passagem de barcos como se estivessem na água, representando a procissão de São Pedro que é feita nos rios.

Como figura típica regional, foi contada a história do caboclo farinheiro. Nesse momento, das garras de um gavião, surgiu a rainha do folclore, Brenna Dianná, vestida como Mani, uma índia Tupi que de origem a Mandioca. A partir daí, a mesma alegoria revelou a lenda amazônica do ‘Curupira’.

Tacacazeiras, farinheiros e colhedores de mandioca deram origem à índios. As casas simples e fornos de fabricação da farinha deram espaço às cobras, jacarés e árvores necessárias para contar a lenda do protetor da floresta e dos animais. Das mãos do Curupira gigante, surgiu a cunhã-poranga, Maria Azêdo.

As várias celebrações indígenas levadas à arena surpreenderam o público, que diversas vezes aplaudiu a performance executada. Coreografias sincronizadas e cores diversificadas deram um efeito visual levando a galera, que olhava de cima, a aplaudir e se emociona. A primeira celebração apresentada foi a ‘Mawaca’, seguido do ‘Upuracê Tribal Opirahé’ com a tribo ‘Araweté’.

O pajé, Waldir Santana, entrou na arena para “abençoar” os Tuxauas. Logo em seguida, o ritual ‘Araweté’, com uma alegoria gigantesca assinada pelo artista Rossy Amôedo, finalizou a apresentação do item. Por fim, o Caprichoso levou para a arena o módulo tribal ‘Kuarup’.

No final, ficou a impressão que as alegorias gigantescas empolgaram o público. A aparição do pajé em vários momentos e sua boa atuação também conduziram a boa apresentação do bumbá Azul e Branco.

 

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