amazônia/Meio Ambiente
RSSInpa comemorou 56 anos de fundação nesta terça-feira
Nos primeiros anos o instituto buscou realizar um levantamento da fauna e da flora da região para depois estudá-las.
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O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – o Inpa, completa nesta terça-feira (27) 56 anos de fundação. O órgão tem a missão de gerar e disseminar conhecimentos científicos para o desenvolvimento da região, por meio da capacitação de profissionais que se tornam mestres e doutores.
Atualmente o instituto conta com 747 funcionários e doze coordenações de pesquisas, divididos em oito programas de pós-graduação. Desde a formação da primeira turma do programa, que começou com o curso de botânica em 1973, 1.413 alunos já receberam titulação, sendo 1.129 mestres e 284 doutores.
De acordo com o diretor em exercício do instituto, doutor Wanderli Tadei, que trabalha há 30 anos com pesquisas na Amazônia, esse número mostra que os cursos são provas concretas da atuação nas pesquisas na região. “Nesse mais de meio século, entre as prioridades do instituto está a capacitação de pessoas qualificadas para atuar com pesquisas na vasta biodiversidade da floresta.”, disse Tadei.
Fixação de pesquisadores na região
Apesar do número de formação expressivo e de recursos humanos capacitados pelo Inpa, não são todos que permanecem atuando na Amazônia. Dados fornecidos pelo próprio instituto mostram que 68% se fixam em pesquisas no norte do Brasil. Outros 9% buscam pesquisas em países vizinhos, ainda na região amazônica, enquanto 8% vão para a região centro-oeste. O levantamento indica ainda que 6% passam a atuar no sudeste, 5% no sul e 4% no nordeste.
Focos institucionais
O órgão trabalha por meio de quatro focos institucionais, que funcionam como prioridades na geração de conhecimento: a biodiversidade, a dinâmica ambiental, sociedade e ambiente, e tecnologia e inovação.
Visitas
O instituto tem visitação aberta ao público. Um dos atrativos do local é a árvore Tanimbuca, que, segundo estudos, tem aproximadamente 600 anos. Na manhã desta terça-feira (27), alunos do sétimo ano de uma escola particular realizaram uma excursão pelo Bosque da Ciência.
De acordo com o professor Ari Barroso, a prática é planejada na disciplina de ciências, para estudo do meio ambiente. “É muito importante que os alunos conheçam in loco dados importantes sobre a Amazônia, principalmente em um instituto que tem reconhecimento internacional”, afirmou.
Amigos do Peixe-boi
Um projeto que possui suas linhas de pesquisa desde 1974 e que busca a preservação de animais da região é o “Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, conservação e pesquisa” envolvendo peixes-boi, botos, Ariranhas e Lontras, constantemente ameaçados pela caça.
Embora o projeto seja do Inpa e abrigado em meio ao seu espaço físico, ele funciona de moto independente. Há dez anos a AMPA, organização não-governamental Amigos do Peixe-boi, coordena os trabalhos de resgate e recuperação dos animais.
Segundo o diretor da associação, Jones César Silva, o objetivo da parceria é estabelecer uma relação mais concreta entre o projeto e a população ribeirinha, para alertá-los sobre o risco da prática da procura pela carne do peixe-boi e comercialização da pele. “Como esses animais são muito procurados pela caça é comum encontrarmos apenas filhotes soltos. Nesses casos somos avisados pelo Ibama ou pela polícia ambiental, e então realizamos o resgate e promovemos os cuidados veterinários.”, diz Jones.
Em 2009, 10 filhotes foram resgatados e levados ao Inpa para recuperação, somente nos sete primeiros meses de 2010 esse número já foi igualado.
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