amazônia/Meio Ambiente
RSSCheia deixa 1.344 alunos sem aula em Careiro da Várzea (AM)
Com 95% de área de várzea, o município tem apenas 5% de terra firme e enfrenta diversos problemas que vão desde paralisação das 18 escolas públicas e cinco postos de saúde.
Manaus - Entre as cidades afetadas pela cheia do rio Solimões, Careiro da Várzea é um dos municípios em situação de emergência mais prejudicados do estado, segundo os dados são da Defesa Civil do Estado do Amazonas (Subcomadec).
Com 95% de área de várzea, o município tem apenas 5% de terra firme e enfrenta diversos problemas que vão desde paralisação das 18 escolas públicas e cinco postos de saúde. Cerca de 150 pessoas estão sem atendimento médico ao dia e 1.344 alunos estão fora das salas de aula.
De acordo com a coordenadora Municipal de Defesa Civil de Careiro da Várzea (Condec), Carla Andreia, o município atualmente aguarda a chegada de mais 2 mil cestas básicas da Defesa Civil do Estado do Amazonas (Subcomadec), que já enviou ao município na primeira remessa 1,2 mil ranchos.
Carla afirma que os atendimentos médicos estão sendo feitos de forma improvisada por meio de dois barcos que estão percorrendo as áreas mais alagadas e distantes do município. “Esses barcos estão fazendo os atendimentos do jeito que podem, pois sabemos que não substitui as consultas feitas no ambulatório”, afirmou.
Ainda segundo dados da coordenadora, as áreas mais alagadas no momento são as comunidades de Curari, Altas Mirim, Distrito do Cumã, Marimba e Igarapé dos Reis. Cerca de 2.400 famílias já estão cadastradas para receberem nos próximos dias o cartão Amazonas Solidário lançado recentemente pelo Governo do Estado, que destinará o valor de R$ 400 reais as famílias atingidas.
A Condec pretende agora levar a documentação de estado de emergência até o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que fará a doação de madeiras. Andreia ressalta que muitas famílias preferem ficar em suas casas e construir os assoalhos de madeiras acima do piso, conhecido com “Marombas”.
A coordenadora disse ainda que por questão de costume, as famílias da região temem por roubos e perda de bens materiais e preferem ter a doação da madeira e continuar no local. “Eles não aceitam sair da casa, alguns até conseguem deixar e ir para Manaus, já outros por tradição preferem permanecer e receber ajuda com alimentos e madeiras”, declarou.
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