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Dados do Inpe confirmam que a maior incidência de áreas desmatadas ou em processo de degradação progressiva foi verificada no Pará.

[ i ] Inpe verificou nível do desmatamento na Amazônia brasileira. Foto: Raimundo Valentim Inpe verificou nível do desmatamento na Amazônia brasileira.

Manaus - Praticamente 10% dos desmatamentos que o governo federal conseguiu mapear na Amazônia brasileira no mês passado ocorreram no Amazonas. Dos 485.07 quilômetros quadrados (km²) de floresta derrubada na região em julho, 46.88 km² foram mapeados no Estado pelo sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Sobre os dados, o Ministério do Meio Ambiente achou “preocupante” a situação do Amazonas, já que vem apresentando uma tendência de aumento no desmatamento, ao contrário de outros Estados da região amazônica. A maior preocupação é com a região Sul, mais precisamente com o município de Apuí, que sofre a pressão da agropecuária e da indústria madeireira.

Entre os Estados que compõem a Amazônia Legal, segundo o Inpe, a maior incidência de áreas desmatadas ou em processo de degradação progressiva foi verificada no Pará, com 237.88 km² de floresta perdida. No ranking dos maiores desmatadores, o Estado vizinho ao Amazonas é seguido pelo Mato Grosso (102.24 km²), Rondônia (69.96 km², Amazonas (46.88 km²), Maranhão (22.01 km²), Acre (4.48 km²) e Tocantins (1.62 km²).

Considerando o total desmatado neste ano, o Amazonas já perdeu 84.44 km2 neste ano. Mas esta área pode ser muito maior, já que os satélites utilizados pelo sistema Deter do Inpe não consegue mensurar áreas encobertas por nuvens. Em julho, por exemplo, a instituição levantou desmatamento de uma área equivalente a 46.88 km², mas neste mesmo mês 43% do território amazonense estavam encobertos por nuvens, principalmente nas regiões Norte, Nordeste, Noroeste e Sudoeste.

O Inpe explica que a limitação do monitoramento se deve a menor resolução das imagens e sensores utilizados nos satélites Terra/Aqua e CBERS, que possibilitam o monitoramento mensal da Amazônia brasileira.

Destruição progressiva

No boletim simplificado divulgado ontem pelo Inpe, nos últimos doze meses o Estado sofreu uma redução de 217,19 km² de sua área verde nativa. Entre os Estados com os maiores índices de derrubada da floresta, para a extração ilegal da madeira ou mesmo voltada ao avanço da agropecuária, o Amazonas foi o quarto que mais destruiu no período. Em primeiro lugar ficou o Pará, com 1.589.65 km² devastados.

Neste ano, segundo o levantamento do sistema Deter do Inpe, o índice de áreas encobertas por nuvens não foi inferior a 43%, percentual registrado no mês passado. Em abril, um mês em que o ‘inverso amazônico’ está em seu auge no Amazonas, o rastreamento feito pelo governo federal foi prejudicado pelo menos em 83% do território do Estado.

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