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A partir de pêlos das costeletas de Napoleão, achados em um relicário, o geneticista conseguiu determinar o perfil do cromossomo Y do imperador, informa o “Le Figaro”.

[ i ] Indicações históricas indicavam aos especialistas que os ancestrais árabes de Napoleão estariam ligados à Europa durante a expansão do Islã. Foto: Divulgação Indicações históricas indicavam aos especialistas que os ancestrais árabes de Napoleão estariam ligados à Europa durante a expansão do Islã.

Rio de Janeiro - Novas análises genéticas acabam de estabelecer que as origens do imperador francês Napoleão I (1769-1821) eram caucasianas (oriundas, portanto, da parte oriental da Europa) e não árabes como se especulava até agora, segundo revela pesquisa de Gerard Lucotte publicada hoje pela imprensa francesa.

A partir de pêlos das costeletas de Napoleão, achados em um relicário, o geneticista conseguiu determinar o perfil do cromossomo Y do imperador, informa o “Le Figaro”.

Trata-se, portanto, do mapa genético masculino do imperador Bonaparte, nascido em Córcegas, e que se acreditava ter antepassados árabes em razão de um suposto parentesco com um mercenário do século XV chamado de “o mouro de Sarzana”, originário de uma cidade mediterrânea recorrentemente atacada pelos sarracenos.

O haplogrupo do DNA analisado, que serve para definir a história dos ancestrais de uma pessoa, coincide com o grupo tipo Elblbcl, encontrado em 10% da população no Iêmen e Arábia Saudita, de acordo com estudos Lucotte, publicados na revista “Journal of Molelular Biology Research”.

As indicações históricas indicavam aos especialistas que os ancestrais árabes de Napoleão estariam ligados à Europa durante a expansão do Islã ou através do comércio de mercadorias com a Itália. Porém, Lucotte derruba esta teoria. O geneticista teve a oportunidade de comparar o cabelo dos bigodes do imperador com o material genético de Charles Napoleão, descendente por parte de Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão. As marcas dos cromossomos Y do contemporâneo Charles Napoleão e as do imperador que dominou a Europa entre os séculos XVIII e XIX são idênticas.

- Podemos determinar o haplogrupo sobre um maior número de marcadores, com muito mais precisão. Napoleão não era árabe, mas caucasiano – afirma Lucotte.

A comunidade científica não aceitará como válidos os resultados até que um segundo laboratório desenvolva a mesma investigação.

A causa da morte de Napoleão, no entanto, continua um mistério. Pesquisas recentes realizadas em amostras de cabelo cortado depois de sua morte revelaram que havia arsênico, sugerindo que Napoleão poderia ter sido envenenado. De acordo com o jornal “Le Figaro”, há uma nova tentativa de abrir o túmulo de Napoleão no Hotel des Invalides, em Paris, e, assim, esclarecer se, de fato, existem os restos mortais do imperador, se é o corpo de outra pessoa ou se o túmulo está vazio.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/dna-de-napoleao-indica-que-imperador-tem-origem-caucasiana-3681760#ixzz1jdhUu9Pn 
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